quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Impulsionar as abelhinhas.

Porções populacionais que se expadem em função de sua inclusão nas atividades econômicas são levadas, inevitavelmente, ao aumento da escolaridade média das sociedades onde estão localizadas. Isso porque além da necessidade fazer/forçar o meio, as aspirações individuais são sempre instadas e o próprio ser humano deseja desenvolver-se.
Pensando um pouco sobre isso é inevitável dizer o quanto estamos atrasados no tange à políticas de médio prazo que visem empoderar ainda mais as camadas sociais que estão tendo seu nível de renda elevado por iniciativa pública ou privada. Mas, não podemos empacar. Passamos enquanto sociedade por uma necessidade que nos forçará a criar meios que nos proporcionem uma melhor qualificação profissional, principalmente, para os jovens que ainda não tiveram seu primeiro emprego e que almejam ter aos 20 anos um sucesso profissional, que, atualmente, só é obtido aos 40.
Não estamos assistindo em Fátima do Sul a um debate entre as principais forças partidárias que possibilite ao nosso município avançar em políticas públicas de amparo educacional. 
Não quero crer que seja um receio paternalista das forças partidárias de ver pessoas mais interessadas em influenciar as decisões políticas. Se é a lógica renda-escolaridade-interesse por política o motivo do descaso com nosso município, por partes daqueles que ocupam os espaços de poder, em médio-prazo, teremos que encontrar alternativas que amenizem o aumento da criminalidade em bairros periféricos onde a presença do poder público (creches, postos de saúde, espaços de lazer, etc..) ainda está longe do plausível em uma cidade com tantas modificações.
Já é perceptível - infelizmente - a elevação do consumo de drogas, da violência doméstica e dos pequenos delitos. Se o mote da campanha eleitoral desse ano é manter os investimentos no lazer de conta-gotas (carnaval, aniversário da cidade, etc), mas, gerar mais empregos, como fazer isso sem mão-de-obra qualificada?

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